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Consumidor

Superendividamento

Se o salário acaba antes do mês por causa de parcelas, você pode estar superendividado no sentido da lei. E a lei, desde 2021, obriga os credores a sentar à mesa.

Atuação

Como a Êxito atua em Superendividamento

A Lei nº 14.181, de 2021, incluiu no Código de Defesa do Consumidor um procedimento próprio para quem está superendividado: a pessoa física de boa-fé que não consegue pagar o conjunto das suas dívidas de consumo sem comprometer o mínimo existencial — hoje fixado por decreto em R$ 600 mensais.

O procedimento funciona em duas etapas. Primeiro, uma audiência de conciliação reúne todos os credores ao mesmo tempo, e o consumidor apresenta um plano de pagamento de até cinco anos. O credor que não comparecer injustificadamente fica sujeito à suspensão da cobrança dos juros e a receber só depois dos que compareceram. Se não houver acordo, o juiz pode instaurar um processo em que ele próprio define um plano compulsório, com base na capacidade real de pagamento.

A lei alcança dívidas de consumo — cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, consignado, crediário, contas de consumo. Ficam de fora os financiamentos imobiliários, o crédito rural, as dívidas com garantia real e as contraídas com intenção de não pagar ou para comprar produtos de luxo de alto valor.

Quando as parcelas não cabem

Se, depois de pagar as dívidas, não sobra o suficiente para as despesas básicas — moradia, alimentação, saúde —, você pode estar no perfil da lei.

Quando renegociar sozinho não funciona

Renegociar com cada banco em separado costuma trocar uma dívida por outra. O procedimento coletivo impede que um credor seja privilegiado.

Quando o consignado comprime o salário

Descontos em folha que consomem boa parte da renda são um dos sinais mais comuns de superendividamento.

Sinais de atenção

Pegar um empréstimo para pagar outroUso do cheque especial ou do rotativo do cartão todo mêsSalário que chega já comprometido com descontosAcordos com um banco que atrasam as parcelas de outroLigações de cobrança de vários credores ao mesmo tempo
Por que agir agora

O que está em jogo

O superendividamento não se resolve com força de vontade. Os juros compostos das linhas mais caras crescem mais rápido que qualquer esforço de pagamento.

O mínimo existencial

A lei garante que o plano de pagamento preserve o necessário para a sobrevivência digna do consumidor e da família.

A reunião de credores

Todos os credores negociam juntos, o que evita que o consumidor seja pressionado a priorizar o que liga com mais insistência.

A revisão dos contratos

No processo, cláusulas e juros abusivos podem ser revisados, reduzindo o saldo que entra no plano.

Como funciona

De dúvida a estratégia, em quatro etapas.

1Entendimento inicial

Você conta o que aconteceu, sem formalidade e sem compromisso.

2Análise documental

Conferimos provas, contratos, comunicações, prazos e fragilidades.

3Estratégia jurídica

Apresentamos o caminho possível, o que esperar e o que pode dar errado.

4Condução do caso

Você acompanha cada passo com comunicação direta e linguagem clara.

Provas e documentos

O que separar antes da primeira conversa

Quanto mais completo o material, mais preciso o diagnóstico — e menor a chance de entrar em uma medida sem chance real.

Lista de dívidas

Credor, tipo de dívida, valor original, saldo atual e parcela mensal de cada uma.

Contratos e extratos

Contratos de empréstimo, faturas do cartão e extratos bancários recentes.

Comprovantes de renda

Contracheques, extrato de benefício do INSS ou declaração de renda.

Despesas básicas

Aluguel, contas de consumo, escola, plano de saúde e medicamentos, que mostram o mínimo necessário.

Dúvidas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre superendividamento

Preciso estar com o nome sujo para usar a lei?

Não. O superendividamento pode ser reconhecido mesmo antes da inadimplência — quando a pessoa ainda paga, mas à custa do essencial. Agir antes do atraso costuma dar mais margem na negociação.

O plano de pagamento reduz o valor da dívida?

Pode. Nas negociações, é comum a redução de juros e encargos. No plano compulsório, o juiz assegura ao menos o pagamento do valor principal corrigido, mas pode afastar encargos e alongar o prazo.

Aposentado do INSS pode pedir?

Pode, e é um dos públicos mais atingidos, especialmente pelo acúmulo de empréstimos consignados e cartões de crédito consignado. O benefício previdenciário é considerado na definição da capacidade de pagamento.

Posso fazer novas dívidas durante o plano?

O plano pressupõe que o consumidor não contraia novas dívidas que comprometam o cumprimento. A contratação de novos créditos pode levar à perda dos benefícios do plano.

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Próximo passo

As dívidas estão comendo o salário antes do fim do mês?

Faça uma lista com cada dívida, o credor, o valor da parcela e o saldo. A equipe verifica se você se enquadra na lei e como montar o plano.

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