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Família e Sucessões

Pensão Alimentícia

Pensão atrasada não é problema pequeno nem pode esperar. A lei dá ferramentas fortes para cobrar — inclusive a prisão do devedor —, mas elas têm prazo e forma certos.

Atuação

Como a Êxito atua em Pensão Alimentícia

A pensão alimentícia não é um favor de quem paga: é um direito de quem recebe, e cobre muito mais que comida — moradia, saúde, educação, vestuário e lazer. O valor é definido pela combinação entre a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga, com proporcionalidade entre as duas.

Não existe um percentual fixo em lei. A ideia de que a pensão é sempre 30% do salário é um mito. O juiz analisa as despesas reais da criança e a capacidade financeira de cada genitor, e o valor pode ficar acima ou abaixo disso.

Quando o pagamento não acontece, o credor pode escolher entre dois caminhos. Para as três últimas prestações vencidas e as que vencerem durante o processo, é possível pedir a prisão civil do devedor, por um a três meses. Para débitos mais antigos, o caminho é a penhora de salário, contas e bens. Além disso, cabem protesto da dívida, inclusão do nome em cadastros de inadimplentes e, em casos de resistência injustificada, medidas como suspensão da CNH e do passaporte.

Para pedir a pensão

Quando o outro genitor não contribui ou contribui de forma irregular. É possível pedir alimentos provisórios logo no início, para que o pagamento comece antes do fim do processo.

Para cobrar atrasados

Quando já existe decisão ou acordo homologado e o pagamento parou. Quanto antes a cobrança começa, mais forte ela é, porque a prisão só alcança as parcelas mais recentes.

Para revisar o valor

Quando a situação financeira de quem paga ou as necessidades de quem recebe mudaram de forma relevante — novo emprego, desemprego, doença, mudança de escola.

Sinais de atenção

Pagamento atrasado ou parcial por mais de um mêsAcordo feito só "de boca", sem homologaçãoDevedor que diz estar desempregado, mas mantém padrão de vidaPensão fixada há anos, sem reajuste desde entãoFilho que completou 18 anos e o pagamento foi cortado sem decisão judicial
Por que agir agora

O que está em jogo

Pensão é sustento. Cada mês sem pagamento é um mês em que o custo da criança recai sobre um só genitor.

O tempo corre contra a cobrança

A prisão civil só alcança as três últimas parcelas. Deixar a dívida acumular por anos enfraquece a ferramenta mais eficaz de cobrança.

Acordo sem homologação não obriga

Combinado verbal ou por mensagem não dá base para cobrança judicial. Sem título, é preciso primeiro fixar a pensão, e só depois cobrar.

A maioridade não encerra a pensão sozinha

O pagamento não pode ser cortado automaticamente aos 18 anos. A exoneração depende de decisão judicial, e a pensão pode continuar se o filho estiver estudando.

Como funciona

De dúvida a estratégia, em quatro etapas.

1Entendimento inicial

Você conta o que aconteceu, sem formalidade e sem compromisso.

2Análise documental

Conferimos provas, contratos, comunicações, prazos e fragilidades.

3Estratégia jurídica

Apresentamos o caminho possível, o que esperar e o que pode dar errado.

4Condução do caso

Você acompanha cada passo com comunicação direta e linguagem clara.

Provas e documentos

O que separar antes da primeira conversa

Quanto mais completo o material, mais preciso o diagnóstico — e menor a chance de entrar em uma medida sem chance real.

Certidão de nascimento

Do filho ou dos filhos, para comprovar o vínculo.

Comprovantes de despesas

Mensalidade escolar, plano de saúde, material, transporte, alimentação, atividades. É isso que demonstra a necessidade.

Informações sobre o devedor

Onde trabalha, o que faz, que bens tem, como vive. Fotos de redes sociais que mostram padrão de vida são frequentemente usadas como prova da possibilidade.

Decisão ou acordo anterior

Se já existir pensão fixada, a cópia da sentença ou do acordo homologado e o histórico de pagamentos recebidos.

Dúvidas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre pensão alimentícia

Grávida pode pedir pensão antes de o bebê nascer?

Pode. São os chamados alimentos gravídicos, previstos em lei própria, que cobrem despesas da gestação — consultas, exames, parto, alimentação especial. Basta apresentar indícios da paternidade. Depois do nascimento, eles se convertem automaticamente em pensão para a criança.

Se o pai está desempregado, ele deixa de pagar?

Não. O desemprego pode justificar um pedido de redução, mas quem decide isso é o juiz. Enquanto não houver nova decisão, o valor fixado continua devido, e o devedor que simplesmente para de pagar se sujeita às medidas de cobrança.

Avós podem ser obrigados a pagar pensão?

Sim, de forma complementar. Quando os pais comprovadamente não conseguem arcar com o sustento, os avós podem ser chamados a contribuir, na medida da possibilidade deles. É uma responsabilidade subsidiária, não automática.

Por quanto tempo posso cobrar pensão atrasada?

O prazo para cobrar cada parcela é de dois anos a partir do vencimento, mas ele não corre enquanto o filho for menor e estiver sob o poder familiar de quem deve. Na prática, isso significa que a prescrição geralmente só começa a contar quando o filho atinge a maioridade.

O valor da pensão pode ser descontado direto do salário?

Pode, e é o que se recomenda quando o devedor tem emprego formal. O juiz determina que o empregador desconte o valor na folha e deposite na conta indicada, o que reduz muito o risco de atraso.

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Próximo passo

A pensão está atrasada ou ainda nem foi fixada?

Diga há quantos meses não há pagamento, se já existe decisão ou acordo e o que você sabe sobre a renda do outro genitor. A equipe indica a medida mais eficaz.

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