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Financeiro

Dívidas e Bancos

Dever ao banco não significa aceitar qualquer cobrança. Juros acima da média de mercado, descontos que você não autorizou e tarifas indevidas podem ser revistos — e muitas vezes devolvidos em dobro.

Os contratos bancários são contratos de adesão: o cliente assina um texto pronto, sem negociar cláusula por cláusula. Por isso o Código de Defesa do Consumidor se aplica a eles, e o Judiciário pode rever o que for abusivo.

Os juros, em si, não têm teto legal para os bancos. Mas o Superior Tribunal de Justiça consolidou que a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central, para cada modalidade de crédito, serve de parâmetro: taxas muito acima dela, sem justificativa, podem ser consideradas abusivas e reduzidas.

No empréstimo consignado, os problemas mais comuns são contratos que o aposentado nunca fez, cartões de crédito consignado vendidos como se fossem empréstimo comum e descontos que ultrapassam a margem permitida. Valores cobrados indevidamente devem ser devolvidos, e o STJ firmou entendimento de que a devolução em dobro não depende de má-fé do banco, bastando que a cobrança contrarie a boa-fé objetiva.

Quem está sendo executado também tem proteções. Salário, aposentadoria e poupança até quarenta salários mínimos são, em regra, impenhoráveis, e bloqueios feitos sobre esses valores podem ser revertidos.

Escolha o seu caso

Qual é o problema com o banco?

Da cobrança indevida à execução judicial: cada página explica o que pode ser revisto, o que pode ser devolvido e o que fazer primeiro.

Dúvidas frequentes

O que mais perguntam sobre financeiro

O banco bloqueou meu salário. Pode fazer isso?

Em regra, não. O salário e a aposentadoria são impenhoráveis, com exceções limitadas, como dívidas de pensão alimentícia e situações em que o valor recebido é muito alto. Bloqueios feitos na conta-salário por dívidas bancárias comuns podem ser questionados no próprio processo, com pedido de liberação urgente.

Renegociar a dívida impede que eu discuta os juros depois?

Não necessariamente. A jurisprudência admite a revisão de contratos renegociados, inclusive das cláusulas dos contratos anteriores que deram origem à dívida, quando houver abusividade. A renegociação não convalida ilegalidades.

Quanto tempo o banco tem para cobrar uma dívida?

Depende do tipo de dívida e do documento que a embasa. Para a maior parte das dívidas bancárias documentadas em contrato, o prazo de prescrição é de cinco anos. Passado esse prazo, a cobrança judicial deixa de ser possível.

Próximo passo

Está sendo cobrado, executado ou descontado por um banco?

Envie o contrato, os extratos com os descontos e qualquer notificação ou citação que recebeu. Se já houver processo, informe a data — alguns prazos de defesa são de quinze dias.

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