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Financeiro

Dívidas Bancárias

Quando o banco entra na Justiça, os prazos de defesa são curtos — quinze dias em muitos casos. O que se faz nesse intervalo define se a negociação vai acontecer nos termos do banco ou nos seus.

Atuação

Como a Êxito atua em Dívidas Bancárias

A dívida bancária chega à Justiça, na maior parte das vezes, por execução: como a cédula de crédito bancário e outros contratos bancários são títulos executivos, o banco não precisa provar que você deve — ele já pede diretamente a penhora de bens. O devedor é citado para pagar em três dias e tem quinze dias para apresentar embargos, a defesa própria da execução.

Estar sendo executado não significa estar sem defesa. Nos embargos é possível discutir juros abusivos, encargos não contratados, valores cobrados em duplicidade e erros de cálculo — e é comum que o valor exigido pelo banco diminua de forma relevante. A lei também permite pedir o parcelamento do débito: depositado 30% do valor, o restante pode ser pago em até seis parcelas mensais corrigidas.

Há bens que o banco não pode tomar. Salário, aposentadoria e pensão são impenhoráveis, com exceções limitadas; a poupança também é protegida até quarenta salários mínimos; e o imóvel onde a família mora é, em regra, bem de família e não pode ser penhorado por dívidas comuns.

No financiamento de veículo com alienação fiduciária, o atraso permite ao banco pedir a busca e apreensão. Depois de cumprida a liminar, o devedor tem cinco dias para pagar a integralidade da dívida e reaver o carro. Mesmo depois disso, a venda do veículo pelo banco precisa ser feita por valor justo, e o saldo deve ser prestado em contas.

Quando chegou uma citação

O prazo de embargos corre a partir da juntada do comprovante de citação no processo. Perder esse prazo reduz muito as possibilidades de defesa.

Quando a conta foi bloqueada

Bloqueios sobre salário, aposentadoria ou poupança até o limite legal podem ser desfeitos rapidamente, com pedido no próprio processo.

Quando o carro está ameaçado

Atraso em financiamento de veículo exige ação rápida: há prazo curto para purgar a mora e reaver o bem depois da apreensão.

Sinais de atenção

Oficial de justiça ou carta de citação do fórumSaldo bloqueado na conta-salário sem avisoNotificação de busca e apreensão do veículoDívida que cresceu muito além do valor contratadoAcordo proposto pelo banco com entrada impossível de pagar
Por que agir agora

O que está em jogo

A execução avança por conta própria: sem defesa, os bloqueios se repetem e os bens são levados a leilão.

O prazo de defesa

Quinze dias para embargar. É nesse momento que se discutem juros, encargos e o próprio valor cobrado.

O que é protegido

Salário, aposentadoria, poupança até quarenta salários mínimos e o imóvel de moradia da família têm proteção legal contra a penhora.

A negociação

Um banco que sabe que a cobrança será contestada com fundamento costuma aceitar condições que não ofereceria a quem não se defendeu.

Como funciona

De dúvida a estratégia, em quatro etapas.

1Entendimento inicial

Você conta o que aconteceu, sem formalidade e sem compromisso.

2Análise documental

Conferimos provas, contratos, comunicações, prazos e fragilidades.

3Estratégia jurídica

Apresentamos o caminho possível, o que esperar e o que pode dar errado.

4Condução do caso

Você acompanha cada passo com comunicação direta e linguagem clara.

Provas e documentos

O que separar antes da primeira conversa

Quanto mais completo o material, mais preciso o diagnóstico — e menor a chance de entrar em uma medida sem chance real.

Citação ou notificação

A carta ou o mandado recebido, com a data. É o que define os prazos.

Contrato

A cédula de crédito, o contrato de financiamento ou o de empréstimo, com as condições pactuadas.

Extratos

Extratos que mostrem os pagamentos feitos, os bloqueios e a origem dos valores bloqueados, como o crédito de salário.

Propostas de acordo

Qualquer proposta feita pelo banco, por escrito, e os valores apresentados em cada uma.

Dúvidas frequentes

O que as pessoas perguntam sobre dívidas bancárias

O banco pode tomar minha casa por uma dívida de cartão ou empréstimo?

Em regra, não. O imóvel residencial da família é bem de família e impenhorável por dívidas comuns. A proteção não vale, por exemplo, quando o próprio imóvel foi dado em garantia da dívida, como na alienação fiduciária ou na hipoteca.

Posso ser preso por dívida com banco?

Não. No Brasil, a única prisão civil por dívida admitida é a do devedor de pensão alimentícia. Dívidas bancárias são cobradas sobre o patrimônio, nunca sobre a liberdade.

A dívida prescreve?

A pretensão de cobrar a maior parte das dívidas bancárias documentadas em contrato prescreve em cinco anos. Passado esse prazo, o banco não pode mais cobrá-la judicialmente. O prazo, porém, pode ser interrompido por atos como a citação em uma ação de cobrança.

Vale mais a pena negociar ou se defender?

Muitas vezes, as duas coisas juntas. A defesa bem fundamentada é o que dá margem à negociação. Quem negocia sem ter contestado nada tende a aceitar o valor cheio, com todos os encargos que o banco incluiu.

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Próximo passo

Recebeu citação, teve a conta bloqueada ou o carro apreendido?

Informe a data em que recebeu a citação ou em que o bloqueio aconteceu e envie o contrato, se tiver. Prazos de defesa contra banco costumam ser de dias, não de meses.

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